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sábado, agosto 1, 2026

Ataque russo com mísseis balísticos em Kiev deixa 9 mortos

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“Nove pessoas foram mortas e outras 23 ficaram feridas após um ataque russo com mísseis balísticos”, informaram os serviços de emergência da Ucrânia na rede de mensagens Telegram.

Em um balanço anterior, o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, havia divulgado “informações preliminares” segundo as quais três pessoas tinham morrido. Logo em seguida, a administração militar de Kiev revisou o número para quatro mortos.

O número de feridos no balanço anterior também era de 15 e agora subiu para 23, entre eles pelo menos dois menores de idade, segundo Klitschko no primeiro balanço, que citou os serviços médicos e pediu aos moradores que permanecessem nos abrigos.

Segundo a administração militar de Kiev, “após o ataque, um incêndio começou em um edifício de seis andares, no distrito de Solomiansky, em Kiev”.

“A ameaça de uso de mísseis balísticos continua elevada. Pedimos a todos que permaneçam nos abrigos até que o alerta aéreo seja suspenso”, acrescentou a autoridade.

Na noite anterior, oito pessoas foram mortas, incluindo seis integrantes de uma mesma família, perto de Kryvyi Rih. Outras duas pessoas morreram em bombardeios em Kiev e Poltava.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com mísseis balísticos, que apenas alguns sistemas, como os Patriot norte-americanos, são capazes de interceptar.

A escassez de mísseis interceptadores PAC-3, necessários para esses sistemas, se agravou desde a guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã em fevereiro. A Ucrânia, porém, espera poder produzi-los em seu território após receber a aprovação de Donald Trump no início de julho.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitou a Casa Branca no início da semana para tratar do assunto. Nesta sexta-feira, porém, ao comentar as pretensões do homólogo, Trump afirmou que “gostaria de ter mísseis Patriot e gostaria de ter mísseis Tomahawk”, antes de acrescentar que nada havia sido decidido.

“Essas armas são incríveis. Temos que ter muito cuidado antes de permitir que alguém as produza”, disse Trump, garantindo: “Ainda não demos nosso consentimento. Estamos discutindo o assunto”.

No dia anterior, o presidente norte-americano havia declarado ao Financial Times que “não tinha certeza” se daria “luz verde” a Kiev para a produção dos interceptadores, os únicos capazes de abater os mísseis balísticos russos.

Leia Também: “Imigração irregular”: Portugal reforça vigilância em mar e terra

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