Equipes de emergência e voluntários intensificaram nesta terça-feira (11) as buscas por sobreviventes após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na manhã de segunda-feira (10). O tremor deixou pelo menos 181 mortos e mais de 1.300 feridos, além de destruir dezenas de imóveis. Cali, Pereira, Manizales e Quibdó estão entre as cidades mais atingidas pelo abalo, considerado o mais intenso registrado no país neste século.
Pereira contabiliza ao menos 72 mortos, segundo a Associação Colombiana de Cidades Capitais, e enfrenta problemas no fornecimento de energia elétrica. Em Cali, o número de vítimas chegou a 95, enquanto autoridades relatam pelo menos 239 pessoas presas sob estruturas destruídas. Na cidade, hospitais também foram afetados, incluindo setores de cardiologia e pediatria do Hospital Universitário del Valle. Escolas públicas permanecerão fechadas nesta terça e quarta-feira.
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O epicentro foi localizado próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, uma área de difícil acesso que também sofreu danos em estradas. A governadora Nubia Carolina Córdoba informou 14 mortes na região e quatro pessoas ainda são procuradas. Em Cali, equipes formaram correntes humanas para retirar destroços manualmente e fazem períodos de silêncio para tentar identificar sinais de sobreviventes. O cenário relembra o terremoto de 1999, que matou quase 1.200 pessoas na região.
O governo colombiano declarou estado de emergência e anunciou uma operação coordenada de resgate. Os Estados Unidos ofereceram US$ 15,5 milhões em assistência, enquanto a União Europeia disponibilizou o sistema de satélites Copernicus para apoiar as buscas. Israel, México, Chile, Argentina e El Salvador também ofereceram ajuda. O terremoto foi sentido em áreas da Venezuela, Equador e Panamá, e seis aeroportos colombianos tiveram problemas estruturais e suspenderam voos comerciais.
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