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quinta-feira, junho 4, 2026

Confusão em hospital de Rio Verde: mãe se recusa a permitir internação do filho e ofende médica e conselheira tutelar

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Rio Verde de Mato Grosso (MS) – Uma situação de tensão foi registrada na tarde desta quarta-feira (18), no Hospital Geral Paulino Alves da Cunha (HGPAC), quando uma mãe se recusou a permitir a internação do filho de 2 anos e acabou ofendendo profissionais de saúde e uma conselheira tutelar. O caso mobilizou a Polícia Militar e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil do município.

Por volta das 16h, a médica que atendia a criança solicitou apoio da Polícia Militar após a mãe se recusar a seguir a orientação médica de manter o filho internado por, no mínimo, cinco dias, devido ao estado clínico delicado do paciente. Diante da resistência, a médica informou que acionaria o Conselho Tutelar para garantir o cumprimento das medidas legais e preservar a saúde da criança.

Com a chegada da conselheira tutelar, a mãe não apenas manteve sua posição contrária à internação, como também passou a insultar as profissionais presentes. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher proferiu palavras ofensivas como “safadas” e “vagabundas” contra a médica e a conselheira, dizendo ainda que “ninguém iria encostar um dedo” em seu filho.

A equipe policial chegou ao local enquanto os insultos ainda eram lançados, presenciando a cena. Os militares intervieram e conseguiram conter a situação. A criança, por sua vez, permaneceu internada para dar continuidade ao tratamento médico necessário.

A médica solicitante informou que deseja representar criminalmente contra a mãe, alegando ofensas sofridas no exercício de sua função. A mulher, no entanto, não foi conduzida à delegacia por ser a única responsável legal pela criança no momento, o que impossibilitou o deslocamento imediato.

O caso segue agora sob investigação da Polícia Civil. A conduta da mãe poderá ser enquadrada como desacato, ameaça e desobediência, além de eventual responsabilidade por colocar em risco a saúde do próprio filho.

As autoridades reforçam que situações como essa serão tratadas com seriedade, visando proteger o bem-estar da criança e garantir respeito aos profissionais que atuam na linha de frente da saúde pública.

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