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quinta-feira, agosto 13, 2026

EUA estudam operações terrestres contra grupos do narcotráfico na América Latina

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Secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que estratégia poderá ampliar ações militares já realizadas contra suspeitas de embarcações usadas no tráfico

O governo dos Estados Unidos avalia ampliar para território terrestre as operações militares contra organizações ligadas ao narcotráfico na América Latina. A possibilidade foi mencionada nesta quarta-feira (12) pelo secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth.

Segundo o secretário, a estratégia poderá ser empregada em regiões onde grupos do narcotráfico estejam atuando ou representem ameaça aos Estados Unidos e a países parceiros. A declaração sinaliza que as ações podem alcançar locais que não fazem parte da coalizão criada pelo governo de Donald Trump para combater o tráfico.

Hegseth comparou os possíveis alvos a organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas, citando o Estado Islâmico e a Al-Qaeda.

PCC e Comando Vermelho

A política adotada pelo governo norte-americano também envolve a classificação de grupos ligados ao crime organizado como organizações terroristas.

Em junho, os Estados Unidos incluíram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) nessa classificação.

Apesar disso, o Brasil não integra a Coalizão Anticartéis das Américas, grupo formado por 19 países e liderado pelos Estados Unidos para ações de combate ao narcotráfico.

Estratégia pode ser ampliada

A possibilidade de operações terrestres surge após uma série de ações militares realizadas pelos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.

Desde setembro de 2025, operações foram realizadas no Caribe e no leste do Oceano Pacífico. Segundo as informações apresentadas pelo governo norte-americano, os ataques resultaram em pelo menos 215 mortes.

Hegseth afirmou que uma estratégia semelhante poderá ser utilizada em operações terrestres contra organizações envolvidas no tráfico de diferentes tipos de drogas, incluindo cocaína e fentanil.

México também está fora da coalizão

O México, que abriga algumas das principais organizações criminosas da América Latina, também não participa da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

A declaração de Hegseth, porém, não detalha quais países poderiam ser diretamente envolvidos em eventuais operações terrestres nem quando essas ações poderiam começar.

Fonte: informações do g1.

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