Os Estados Unidos registraram a perda de 23 mil postos de trabalho em julho, contrariando a expectativa do mercado, que previa a criação de 83 mil vagas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Escritório de Estatísticas Trabalhistas e representam um revés para o presidente Donald Trump, que tem defendido a recuperação da economia em meio à preparação do Partido Republicano para as eleições legislativas de novembro.
Apesar da redução no número de empregos, a taxa de desemprego caiu de 4,2% para 4,1%. Segundo o relatório, a diminuição ocorreu em razão da queda na participação da população economicamente ativa, reflexo do envelhecimento da população e da redução da imigração líquida. Atualmente, cerca de 6,9 milhões de pessoas estão desempregadas no país, sendo 1,8 milhão delas há mais de 27 semanas.
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O levantamento também revisou para baixo a geração de empregos dos dois meses anteriores, reduzindo em 103 mil vagas o saldo inicialmente informado. Os setores de comércio varejista e atividades financeiras lideraram as perdas, enquanto a área da saúde manteve o ritmo de contratações, com a criação de 22 mil empregos. O cenário reforça a percepção de desaceleração do mercado de trabalho norte-americano.
Os números devem influenciar os próximos passos do Federal Reserve (Fed), que acompanha o desempenho do emprego e da inflação para definir a política monetária. Analistas avaliam que a divulgação enfraquece a expectativa de novas altas dos juros no curto prazo, uma vez que os dados indicam um mercado de trabalho menos aquecido do que o estimado anteriormente, ao mesmo tempo em que aumentam os desafios econômicos para o governo Trump às vésperas das eleições de meio de mandato.
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