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sexta-feira, junho 19, 2026

Movimento Verde e Amarelo: a história e as críticas à torcida da Seleção na Copa

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Por Fernanda Lima, enviada especial aos EUA

Durante muito tempo, uma das críticas mais frequentes à seleção brasileira não tinha relação apenas com o futebol jogado dentro de campo. Enquanto argentinos, colombianos, mexicanos e marroquinos transformavam arquibancadas em espetáculos de bandeiras, músicas e apoio ininterrupto, o Brasil parecia não conseguir reproduzir nas Copas do Mundo a atmosfera que existe nos estádios do país.

O que é o Movimento Verde e Amarelo (MVA)?

Foi com o intuito de preencher esse vazio que surgiu o Movimento Verde e Amarelo, conhecido pela sigla MVA. Criado em 2008 por um grupo de universitários paulistas, o movimento nasceu com a proposta de se tornar uma torcida organizada permanente da Seleção.

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Ao longo dos anos, o grupo cresceu acompanhando o Brasil em diferentes competições e passou a ocupar um espaço cada vez mais visível. No Catar, em 2022, consolidou sua presença internacional e se tornou, para muitos torcedores, o principal rosto da arquibancada brasileira.

Críticas ao movimento

Mas o crescimento veio acompanhado de críticas. Desde sua criação, o movimento convive com os comentários de ser uma torcida distante da realidade das arquibancadas brasileiras.

Foto: Fernanda Lima/365Scores

Essa discussão ainda esbarra em uma particularidade do futebol brasileiro. Diferentemente de países onde a seleção ocupa o centro da cultura esportiva, no Brasil a identidade do torcedor costuma estar ligada principalmente aos clubes.

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Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Grêmio ou Bahia mobilizam multidões semanalmente, enquanto a Seleção aparece de forma esporádica. Construir uma torcida nacional organizada, capaz de reunir pessoas de diferentes regiões, clubes e culturas de arquibancada, é um desafio que acompanha o futebol brasileiro há décadas.

Nessa lacuna, o Movimento Verde e Amarelo terá seu maior teste na Copa do Mundo de 2026.

Aproximação com organizadas

Nos Estados Unidos, o grupo apareceu em uma versão diferente daquela vista em Mundiais anteriores. Em vez de atuar sozinho, o grupo buscou uma aproximação com torcidas organizadas de clubes brasileiros.

O resultado tem sido visível. Em Nova York e na Filadélfia, os encontros organizados por torcedores brasileiros passaram a chamar atenção antes mesmo do início das partidas. Bandeiraços, concentrações, caminhadas até os estádios e festas coletivas ajudaram a criar uma imagem diferente daquela tradicionalmente associada ao torcedor brasileiro em torneios recentes.

Para quem acompanha a Seleção de perto, a resposta ajuda a dimensionar a influência que o grupo passou a exercer nos últimos anos.

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Para a jornalista Raisa Simplicio, que acompanha a seleção brasileira nos Estados Unidos, o movimento já produziu mudanças perceptíveis no comportamento dos torcedores.

“O Movimento Verde Amarelo vem mudando a forma da torcida brasileira torcer, trazendo uma pegada muito mais de torcida”, afirma.

Segundo ela, a presença do grupo nas últimas Copas ajudou a reunir brasileiros nas ruas e nos estádios, reforçando a ideia de uma torcida organizada para a Seleção. Para a jornalista, o principal mérito do movimento tem sido ampliar sua capacidade de mobilização.

Foto: Fernanda Lima/365Scores

Isso não significa que as críticas desapareceram. Muitos continuam questionando a representatividade do movimento e sua capacidade de refletir a diversidade do futebol brasileiro. Quem defende, aponta que a identidade da torcida ainda está em construção e que boa parte dos cantos utilizados vêm das arquibancadas dos clubes.

A própria Raisa faz essa ressalva:

“Não dá para a gente cravar que essa identidade já foi consolidada. É algo que vem sendo construído e ainda tem muita coisa pela frente até conseguir consolidar de fato”.

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O impacto real do movimento, porém, talvez seja mais fácil de medir quando se imagina o cenário oposto. Afinal, como seriam as arquibancadas brasileiras nesta Copa sem a presença do MVA?

“Se não existisse o Movimento Verde Amarelo, a torcida brasileira seria padrão, 100% espectador. E o máximo de música que a gente ouviria era aquele ‘eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor’”, acredita Raisa Simplicio.

ACOMPANHANDO EM TODOS OS CANTOS! 🇧🇷Já em Filadélfia, a torcida brasileira entra no clima e demonstra todo o seu apoio para o duelo contra o Haiti!A vitória vem na sexta-feira? 👀🎥 @calvino_fc pic.twitter.com/YK1XF8XEJK— 365Scores Brasil (@365ScoresBR) June 17, 2026

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FONTE:GOV-MS

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