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segunda-feira, agosto 3, 2026

Medicamento injetável para prevenção do HIV pode chegar ao SUS até o fim de 2026

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Cabotegravir é aplicado a cada dois meses e pode ampliar a adesão à PrEP; incorporação ainda depende da aprovação da Conitec e do Ministério da Saúde

O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá oferecer, até o fim de 2026, uma nova alternativa para a prevenção do HIV. Trata-se do cabotegravir, medicamento injetável utilizado na Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que é aplicado apenas uma vez a cada dois meses e promete facilitar a adesão ao tratamento preventivo.

Apesar da expectativa, a disponibilização na rede pública ainda depende da análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e da decisão final do Ministério da Saúde.

Avaliação ainda está em andamento

O Ministério da Saúde deverá encaminhar o pedido de incorporação do medicamento à Conitec, responsável por avaliar critérios como eficácia, segurança, custo-benefício e impacto financeiro para o SUS.

Além da análise técnica, o governo federal negocia com a fabricante o preço e a quantidade de doses que poderão ser adquiridas.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a proposta apresentada pela empresa foi considerada satisfatória, aumentando a expectativa de que o medicamento seja incorporado ainda este ano.

Aplicação a cada dois meses

Atualmente, o SUS oferece a PrEP em comprimidos, que precisam ser tomados diariamente para garantir a proteção contra o HIV.

O cabotegravir surge como uma alternativa mais prática, especialmente para pessoas que têm dificuldade em manter o uso diário da medicação. A aplicação é feita por injeção a cada dois meses, reduzindo o número de doses ao longo do ano.

Estudo mostrou alta adesão

Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com cerca de 1,4 mil participantes em seis cidades brasileiras apontou uma elevada aceitação do medicamento.

De acordo com o estudo:

  • 83% dos participantes preferiram a versão injetável;
  • 94% compareceram aos serviços de saúde dentro do prazo para receber as aplicações;
  • Nenhum caso de infecção pelo HIV foi registrado entre os participantes durante o período de acompanhamento.

Medicamento já foi aprovado pela Anvisa

O cabotegravir já possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no Brasil.

No entanto, para que passe a ser oferecido gratuitamente pelo SUS, ainda é necessário concluir o processo de incorporação, que inclui a análise da Conitec, a negociação de preços e a decisão definitiva do Ministério da Saúde.

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