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sábado, junho 13, 2026

Trump ignora direito internacional e diz que o limite é sua “mente”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a incorporação da Groenlândia ao território norte-americano e afirmou que a iniciativa poderia ocorrer mesmo com impacto direto sobre a Otan e sem considerar o direito internacional. As declarações foram feitas em entrevista ao jornal “The New York Times”, e se somam a uma série de movimentos do republicano em direção ao controle da ilha do Ártico.

Trump disse ao jornal que considera a aquisição da Groenlândia algo essencial para o êxito de sua estratégia, descrevendo a medida como “psicologicamente necessária para o sucesso”. A fala provocou reações imediatas em aliados europeus. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou que uma ação militar dos EUA contra a ilha representaria o fim da Otan, criada no pós-Guerra Fria e central para a defesa do continente.

Mette Frederiksen (Foto: Divulgação/ União Europeia)

Trump não descarta o uso das forças militares

Diante do cenário, países europeus passaram a discutir um plano de resposta caso as ameaças avancem. A iniciativa envolve França e Alemanha, embora ainda não haja informações sobre seu conteúdo. Paralelamente, a Casa Branca afirmou que Trump mantém a intenção de comprar a Groenlândia e não descarta recorrer à força militar.

Na entrevista, Trump afirmou que seus limites como presidente seriam definidos apenas por sua própria moralidade e que ele “não precisa” do direito internacional. Questionado sobre possíveis freios ao seu poder, respondeu que apenas sua mente poderia contê-lo. Em seguida, ponderou que funcionários do governo devem respeitar normas internacionais, mas relativizou ao afirmar: “depende de qual é a sua definição de direito internacional”.

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Foto: Divulgação/ Casa Branca

A Casa Branca reiterou que a proposta segue em avaliação, mesmo com a população local afirmando que o território não está à venda. A secretária de imprensa Karoline Leavitt disse que Trump discute ativamente a possibilidade e avalia a medida como forma de conter a influência da Rússia e da China no Ártico.

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